19/04/14

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A Rapariga Que Roubava Livros


 A Rapariga Que Roubava Livros, livro escrito por Markus Zusak é como uma força que nos impele a continuar a ler ou, quando já se terminou a leitura, a reler vezes sem conta este fenómeno literário! A história, narrada pela própria Morte, conta a vida de Liesel Meminger, uma rapariga nascida pouco antes da Segunda Guerra Mundial, e que passará por momentos conturbados ao longo da sua vida. E tudo começa num comboio onde Liesel dá por si a olhar para a expressão sem vida do seu irmão.
 Markuz Zusak, ou a Morte, no caso do livro, usa o poder das palavras. Ao ler “A Rapariga que Roubava Livros” passamos, sem a menor dúvida, a dar maior importância às palavras. Assim, a rapariga começa a sua «profissão» de ladra muito jovem, após o enterro do irmão, quando o primeiro livro “implora” para que ela o leve. Ela sente pela primeira vez a necessidade de levar o livro, de o resgatar do chão gelado! Que a impulsiona a escondê-lo. E que a torna uma «viciada» em palavras… Na verdade, naquela altura ela ainda não sabia ler.
 Liesel Meminger é obrigada a viver numa família de acolhimento na rua Himmel, uma zona pobre na cidade de Molching. É então que ela conhece seus pais adotivos: Hans e Rosa Hubermann. O homem de olhos de prata e a mulher do cabelo elástico! Desde o início da história a Morte dá realce às cores. E os olhos de prata de Hans não são exceção, ele possui os olhos de afago que todos gostaríamos de ter, assim como o coração nobre e sagaz.
 Rosa, a dona de casa, mãe de acolhimento de Liesel, a gorda de cabelos elásticos, a arrogante. O primeiro sentimento que sentimos ao pensar em Rosa é a raiva. Não é possível gostar de alguém tão «cruel», que fala tanto e que age como uma saumensch (palavra frequentemente usada ao longo do livro). Mas, aos poucos, ela ganha a nossa admiração. E, após alguns capítulos, ela passa a ser levemente aclamada e, de certa forma, adorada. Quem mais faria por um “criminoso” o que Rosa, Liesel e Hans fizeram?
 E Rudy Steiner? O primeiro amor e melhor amigo de Liesel? O menino que a acompanhou em seus furtos, que salvou o livro do afogamento? O maluco do Jesse Owens… O amor de Liesel… amor este que apenas foi aceite por ela em circunstâncias que não lhes eram favoráveis.
 Liesel tem uma infância comum considerando o comum naquela altura: Futebol à tarde, pouca comida, juventude nazista (abominada pela rapariga), acordeão, lavagem de roupas e roubo de livros. O gosto pelo sabor doce do roubo. E entre planos, tentativas e falhas ela percebe que o melhor era o dos livros. A recompensa: a leitura com o pai de madrugada e, mais tarde, a leitura só por ela.  Os livros serão a salvação.

Página 29
Capa do livro após estreia nos cinemas

 Através da Morte, Markus Zusak expressa e demonstra o poder das palavras. A história de Liesel tem vários altos e baixos. E o que acontece faz com que a rapariga aprenda a usar esse poder.
 Parte do desenvolvimento de Liesel conta com a ajuda de Max Vanderburg, criminoso por cometer o pior crime que alguém poderia cometer na Alemanha nazi: nascer judeu. Em desespero e recordando-se de uma promessa muito antiga, o rapaz de vinte e quatro anos procura Hans. É nesse momento em que simplesmente não pode evitar apegar-se à família Hubermann.


"A Rapariga que Roubava Livros" é aquele livro que nos prende, sim. E é também aquele tipo de livro que nos faz odiar o autor, por ser tão cruel, que nos faz pensar na injustiça da vida e em como devem ter sido difíceis os tempos de guerra. Chorar com a história dessa rapariga é algo que não se pode evitar! Falo por experiência própria! O livro começa a chegar ao fim e o nosso coração estilhaça-se a cada palavra lida. Deixo-vos um conselho: Leiam! Vale o tempo perdido, se é que se pode dizer "perdido"! Recomendo completamente!

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Escrito por Mariana Lima

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Karina Caprio

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